DESENVOLVIMENTO

O HOMEM AMERICANO  (2018/2019)

O HOMEM AMERICANO

Dir. Paulo Caldas | Prod. Framme Produções | Coprod. 99 Produções | Feature Fiction

Esquecido por boa parte do mundo e pelo governo brasileiro, a região da Serra da Capivara em São Raimundo Nonato, no Piauí, é um tesouro arqueológico sem igual. Deste a criação do parque em 1979, escavações feitas em diversos sítios arqueológicos, mostram objetos com datações de mais de 50.000 anos, ou seja, os vestígios humanos mais antigos achados nas Américas.

Dividido em 4 partes, o filme traz as pinturas rupestres como bússola: a dança, a caça, o sexo e o simbólico norteiam cada uma dessas partes. 

Max, arqueóloga e antropóloga franco-brasileira sai de Paris para o Piauí para pesquisar para sua tese de doutorado em Arqueologia do Gênero, Feminismo e Decolonialodade. Chegando lá, ela investiga a Teoria do Homem Americano. A hipótese tradicional propõe que o homo sapiens chegou ao continente americano - um dos últimos a ser ocupado pelo ser humano - atravessando uma ponte de gelo ou terras emersas na região do Estreido de Bering, entre os atuais Estados Unidos e Rússia.

Com a orientação de Niéde Guidon, uma arqueóloga francesa que há décadas vive e estuda no Piauí, Max tenta comprovar a Teoria Transoceânica que propõe outros caminhos migratórios: remadores da Polinésia teriam navegado pelo oceano Pacífico até alcançar o litoral sul-americano, entre 10 mil e 4 mil anos atrás. E mais, Max quer encontrar vestígios aceitos pela comunidade acadêmico-cientifica internacional de que o homem americano brasileiro chegou na América da África há mais de 50 mil anos atrás, quando homens e mulheres tinham igualdade de gênero. 

Na ficção, ao chegar na natureza imensa e primitiva da Serra da Capivara, no Piauí,  Max encontra Hannah, uma artista e pesquisadora que também vive e estuda na região. As jovens estrangeiras, desvendam todas as contradições dessa região, e entendem, da forma mais brutal, o que é ser mulher em terras de homens.

Hoje, em todo este enorme patrimônio esta em risco, com ameaças de morte, caça predatória, desmatamento descontrolado, construção de casas irregulares e o uso de dinamite para a exploração do calcário, comprometendo de forma grave a segurança todo um imenso material em sítios ainda não explorados, de grande importância cientifica. 

Juntas Mas e Hannah se colocam em situações limítrofes, de risco e superação para finalizarem suas pesquisas e sobreviverem nesse Brasil profundo. Um filme sobre nossa origem, quem fomos, quem somos e quem pretendemos ser.


SOL              Veredas da SolidÃO  (2018/2019)

SOL VEREDAS DA SOLIDÃO

Dir. Paulo Caldas | Prod. 99 Produções | Coprod. Ateliê Produções e Alumia Conteúdo |  Feature Fiction

SOL, Veredas da Solidão é uma ficção, livremente baseada em fatos verídicos.

O relato de uma viagem que acaba tem tragédia. Em 1973, em Pernambuco, um massacre de guerrilheiros e militantes de esquerda encerra a vida de uma jovem paraguaia chamada Soledad, de apelido SOL.

A trajetória de SOL estabelece elos entre Pernambuco e a América Latina, no momento mais duro da ditadura brasileira. A sua morte não é apenas uma violência política, mas um drama de paixão e traição, envolvendo uma das figuras mais complexas do regime militar no Brasil: um sujeito de codinome DANIEL, agente da repressão infiltrado na Vanguarda Popular Revolucionária (VPR) e companheiro de SOL. Ao denunciar os militantes da VPR em Pernambuco, DANIEL decidiu a morte violente da própria companheira, que estava grávida dele. SOL foi encontrada trucidada dentro de um tonel, com o feto morto do filho ao seu lado. 

SOL, Veredas da Solidão lida com um espaço e um tempo paradoxais, com pessoas paradoxais. E promete se constituir como um road movie político, um thriller radical que revela como o amor e o ódio podem estar próximos quando os tempos se tornam sombrios. 

O roteiro de SOL, Veredas da Solidão é assinado por Paulo Caldas e Paulo Cunha e fez parte do Núcleo Ateliê Criativo, em 2015, quando teve consultoria de Ruy Guerra.